Um dos setores da economia que, juntamente com a fabricação de papel e celulose; a fabricação de tecidos e o curtimento de couros, mais poluem o ambiente e trazem problemas às comunidades onde são executados é a construção civil. Quer pela má qualificação dos profissionais envolvidos nas construções, quer pela ausência de escrúpulos e de preocupação de algumas construtoras; essa atividade sempre foi considerada uma vilã em relação ao meio ambiente e recalcitrante na adoção de práticas sustentáveis de trabalho.
No entanto, felizmente, nos últimos anos a coisa vem se alterando de forma drástica e eficaz. A criação de uma norma específica e de um conjunto de procedimentos para classificarem-se os empreendimentos como sustentáveis; deu a construção civil um novo caráter e provou que a adoção de práticas sustentáveis não inviabiliza a lucratividade do projeto e a qualidade das obras realizadas. Assim, o padrão ISO 14001 veio para enquadrar os empreendimentos nas normas de sustentabilidade social (através da ISO 16001) e ambiental.
Com isso despertou-se no mercado um verdadeiro furor pela compra de edifícios sustentáveis e inteligentes. Que se harmonizassem ao meio ambiente e aos grupos sociais em que estejam inseridos.
Assim, os empresários acabaram entendendo que adotar as normas e conseguir a certificação de que os seus imóveis são empreendimentos sustentáveis; deu um impulso novo ao mercado e criou um “Q” a mais para incentivar os compradores a fecharem negócios com uma determinada construtora ou num empreendimento específico. Desta forma, qualquer alteração necessária nas práticas adotadas anteriormente nos canteiros de obra, foi plenamente justificada por esse potencial impulso nas vendas e na lucratividade dos empreendimentos.
Com a receptividade extremamente positiva que eles encontram junto ao público de maior poder aquisitivo e mais esclarecido. Público este que está apto e aceita pagar um pouco mais para morar em residências ou trabalhar em escritórios que resolvam bem as questões inerentes à conservação dos recursos naturais e ao uso correto desses recursos. Principalmente quando descobrem que, esse uso correto e inteligente, acaba promovendo uma redução substancial nos custos operacionais de suas residências e escritórios. Por isso mesmo, mostram-se cada vez mais exigentes e conscientes de que querem morar e trabalhar nesses empreendimentos projetados e construídos para serem sustentáveis.
De um simples conceito ainda meio ideológico para a adoção definitiva dos chamados prédios verdes, os empreendimentos sustentáveis na construção civil passaram por transformações enormes e tiveram um enorme sucesso de público e de rentabilidade. E isso certamente será responsável pela adoção, cada vez mais freqüente, desses empreendimentos em todas as grandes cidades ao redor do planeta e por muito mais empresas.
Na construção civil, os empreendimentos sustentáveis só recebem essa denominação se atenderem a seis regras básicas:
- Sustentabilidade do canteiro de obras e da área em torno dele; inclusive com recuperação de todas as áreas que forem afetadas pela construção;
- Eficiência total no consumo de água, reaproveitamento da água utilizada e aproveitamento da água da chuva;
- Garantir a redução do consumo e a eficiência energética do prédio, inclusive com uso de fontes renováveis de energia;
- Reciclagem e tratamento correto dos dejetos e resíduos;
- Trabalhar para manter o mais baixo possível as emissões de poluentes e usar materiais de origem vegetal ou reciclados no acabamento ou infra-estrutura;
- Buscar sempre a melhoria e adequação dos procedimentos.
Basta esperarmos que, muito em breve, a consciência e a pressão dos consumidores se encarregará de ampliar os empreendimentos sustentáveis para mais e mais áreas e cidades ao redor do mundo






dezembro 29th, 2008 at 13:50
[...] é. Durante muito tempo, a construção civil pensou que esses fatores se resumiriam a um apartamento bem dividido, a um prédio bem feito e a um [...]
dezembro 30th, 2008 at 20:00
[...] começaram a mobilizar-se para travarem-se novos desafios e estabelecer formas de garantir uma forma mais sustentável de construção. Com isso, chegaram à conclusão de que imóveis sustentáveis. Ou seja, imóveis que fossem [...]
janeiro 12th, 2009 at 15:07
[...] Nessa busca incessante pela massificação das construções ecologicamente corretas e dos empreendimentos imobiliários voltados para os aspectos de melhoria de vida e de qualidade e racionalidade na utilização de recursos dos mais diversos; os empreendedores buscam um apoio financeiro massivo dos governos e de instituições financeiras preocupadas em fomentar a proliferação desses empreendimentos sustentáveis. [...]
janeiro 15th, 2009 at 14:05
[...] Além disso, bastará que o mercado retome o ritmo de financiamentos e de investimentos para que a construção civil local experimente um novo “boom”. E já é possível vislumbrar o recuo dos fatores [...]
fevereiro 3rd, 2009 at 15:41
[...] de vida de seus ocupantes e com a interferência mínima no meio ambiente são o futuro da construção civil em qualquer das grandes cidades do planeta. Por uma questão muito simples, esses empreendimentos [...]